RAQUEL (D.D.D)


Aí em cima estão as duas versões que foram feitas para a capa do single (pelo Igor Spacek e a makemedia). A que vingou foi a primeira, baseada em uma das minhas colagens (parece suspeito, não?). Qual das duas vocês preferem? O single está sendo fabricado e deve ir para as rádios em breve.
Segue, abaixo, um pequeno texto sobre a canção :
RAQUEL (D.D.D)
Esta canção foi feita para a minha mulher, minha amante e melhor amiga, Raquel. É uma balada extremamente melódica. Uma canção de amor simples, direta e honesta, mas com algumas particularidades….....
Procurei subverter alguns clichês típicos desse tipo de canção -
É muito comum, em canções desse gênero, que a paisagem exterior seja reflexo da interior “Chove lá fora e aqui faz tanto frio”ou ainda: usar frases feitas para enfatizar a sensação de solidão e saudade “Ontem falei com asparedes …” Tentei fazer o contrario (para, por contraste, aumentar ainda mais o efeito). “Aqui já passa das três e o dia está lindo/Mas nem dez mil dias assim vão matar a saudade que eu sinto” e “Nem as quatro paredes do quarto do hotel escutam o que eu digo”.
Toda boa canção de amor precisa ter suas especificidades para que, pelo menos, possa parecer verdadeira. É bom que haja sempre algo que nos faça enxergar “ um que” de único na expressão daquele sentimento. …No caso de Raquel (D.D.D) a situação em si (a solidão de um quarto do hotel) já cumpre essa função. Quando a canção é feita tendo com inspiração um sentimento real, acho que isso se dá naturalmente: não é preciso muito artifício.
O arranjo saiu fácil, fácil e - a meu ver - é muito feliz. “Raquel” (D.D.D) foi a única música integralmente gravada no home studio do Emerson Villani (Mamute) e apesar disso é uma das que soa melhor! O Liminha sempre dizia que música pop é como salsicha. Não pergunte como foi feita: se o resultado for bom, então está tudo certo!
Não costumo escrever canções especificamente para esta ou aquela pessoa, desta vez, no entanto, além de “Raquel” há outras duas músicas feitas nesse espírito. Uma delas é uma peça instrumental ( gravada só com o piano) que fiz para o José (por favor não se assustem! - não é música “infantil’). A outra é inspirada em Rogério Duarte (designer, poeta, pensador, etc) que fez, entre muitos outros trabalhos brilhantes, o release e a capa de “Como estão vocês?” e com que entrei em total sintonia durante o período de gravação daquele disco. Esta canção - entre as três de que falei - realmente pode ser considerada uma homenagem (com direito a versos, melodias e cores tropicalistas ), as outras duas não tem bem esse caráter: são mais pessoais.
Enfim, como dizia Tolstoi” pinta bem a tua aldeia e estarás pintando o mundo!”. Em se tratando de canções de amor esse princípio parece valer igualmente.
Coloquei aí ao lado, um link pro youtube. Lá (serching TITÃS) tem uns vídeos bem divertidas - tipo a gente no programa do Chacrinha, entre outras coisas.
Enjoy!
Escrito por Sérgio Britto às 17h43
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