ANTES DE VOCÊ
Ladies and Gentlemen Sei que muitos de vocês estão aguardando ansiosamente pelo lançamento do novo disco dos TITÃS. Pois bem, a espera já está quase chegando ao fim. O projeto gráfico, as gravações e as mixagens já foram finalizadas. Até a primeira quinzena de junho o cd (com certeza absoluta!) estará nas lojas de todo o país. Por enquanto, como vocês sabem, não posso adiantar muita coisa....Para compensar um pouco resolvi disponibilizar aqui tudo o que colocamos na mídia até agora a respeito do disco novo. Acredito que raramente os fãs tem acesso a esse tipo de informação e que dificilmente alguém vai encontrar por aí todo esse material reunido num mesmo lugar. Quanto à materia do Estadão apenas uma observação. O verso de "Deixa eu sangrar" citado pelo jornalista está totalmente errado! - Simplesmente nåo existe na canção. Aí vai um que de fato faz parte da música: "Restam a noite , os ventos e as coisas como são." Espero que gostem! ps - todas as fotos, inclusive as da capa do single são da Silmara Ciuffa “.
“Antes de Você”, novo single do Titãs, chega às rádios no dia 07 "Na maioria das vezes, criamos defesas e nos recuperamos. Muitos de nós temos que conviver com ele para o resto de nossas vidas. Mas no caso desta canção, sucumbimos a ele definitivamente. Não há influência mais poderosa do que o amor!", diz Paulo Miklos a respeito de “Antes de você”, novo single do Titãs. A música, que está na trilha sonora da novela “Caras e Bocas” (TV Globo), chega às rádios, no próximo dia 7 de maio. “Antes de Você” faz parte do novo álbum dos Titãs, intitulado “Sacos Plásticos”, o primeiro a ser lançado pela Arsenal Music com produção de Rick Bonadio. O CD chega às lojas no final deste mês. 
EXTRA!! BEM, JÁ QUE ESTÁ NA REDE VOU COLOCAR AQUI TAMBÉM! EIS AÍ A CAPA DO "SACOS PLÁSTICOS"!
PROJETO GRÁFICO: CONCEPÇÃO ( ARTE E PROJETO ): SÉRGIO BRITTO DIREÇÃO DE ARTE : SÉRGIO BRITTO E ROGÉRIO FIRES DESIGN GRÁFICO : ROGÉRIO FIRES FOTOS: SILMARA CIUFFA
ANTES DE VOCÊ (PAULO MIKLOS) ANTES NÃO PENSAVA EM VOCÊ AGORA TUDO É UMA LEMBRANÇA SUA NUNCA ME PREOCUPEI COM VOCÊ HOJE JÁ NÃO FAÇO OUTRA COISA NÃO PENSO EM SAIR PRA PASSEAR SÓ QUERO IR AONDE VOCÊ ESTÁ UM LIVRO NÃO É BOM, NÃO QUERO OUVIR UM SOM NÃO ACHO NADA NA TV NÃO ME LEMBRO COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ NÃO PENSO EM SAIR PRA PASSEAR SÓ QUERO IR AONDE VOCÊ ESTÁ COM AMIGOS EU NÃO FALO NÃO VOLTO AO TRABALHO COMO PUDE ME ESQUECER ? NÃO ME LEMBRO COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ NÃO TENHO FOME, NÃO QUERO BEBER QUERO SABER SE VOCÊ JÁ DORME TUDO PASSA, A NOITE DEVE PASSAR TAMBÉM NÃO ME LEMBRO COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ

No estúdio com os Titãs Grupo mostra ao JT com exclusividade seis faixas do novo CD, que sai em maio, na onda dos 27 anos de Titãs MARCO BEZZI, marco.bezzi@grupoestado.com.br Um a um, eles vão atravessando o corredor estreito que leva ao maior dos estúdios do complexo Midas, em São Paulo. Longe da zona de conforto a que estão acostumados, nos estúdios do Rio de Janeiro, os cinco integrantes dos Titãs encaram essa rotina há 12 meses. Tudo para que o novo disco, previsto para sair em maio, volte a mostrar a relevância dos 27 anos de união entre Branco Mello, Charles Gavin, Paulo Miklos, Sérgio Britto e Tony Bellotto. Quinta-feira é o dia da gravação da bateria de Gavin, o mais concentrado dos Titãs. Separado por um vidro à prova de som, o baterista toca no escuro. “Na verdade, ele gosta mesmo é de tocar pelado, mas está fazendo um charme para a imprensa”, brinca o guitarrista Tony Bellotto. A cumplicidade do quinteto é perceptível a quilômetros de distância. Enquanto Mello ajeita seu microfone e Britto empunha o baixo com reverência, a sexta peça que compõe o quebra-cabeça titânico está no canto dando a ordem para que Deixa Eu Entrar comece a ser ensaiada: é o produtor Rick Bonadio, em sua primeira vez como comandante de uma banda que não necessita de credenciais. Ligado a artistas como Mamonas Assassinas, NX Zero e Charlie Brown Jr., Bonadio foi escolha unânime entre os cinco Titãs. “O Rick é uma espécie de clínico e conhece muito a nossa obra”, conta Miklos. “Ele trouxe uma bagagem nova de referências e abriu possibilidades.” O que mais chama a atenção nas seis músicas que a banda mostra com exclusividade ao Jornal da Tarde é a inserção de elementos eletrônicos. Em Múmias, faixa com pouco sinal de bateria orgânica, Paulo Miklos grita: “Sai do chão!”. Estariam os Titãs aderindo à dance music tardiamente? Belotto retruca: “Aderimos a uma mistura de elementos muito modernos misturados às máquinas dos anos 80. Isso tudo acaba remetendo ao nosso próprio som”. A frase que melhor explica a atual fase dos Titãs vem de Britto: “Somos nossa própria referência”. Os Titãs voltaram a se descobrir incorporando na nova obra elementos de seu passado e de seus 15 discos já lançados. “Conversamos bastante sobre este álbum ter um frescor, mas em termos de acabamento”, afirma Bonadio. “Busquei dentro deles aquele Titãs de que todo mundo gosta. Mesmo quando estou programando a bateria eletrônica ou um som diferente, penso em como eu gostaria de ouvir o grupo soando hoje.” A primeira música de trabalho será Antes de Você, balada com cara de rock de FM que vai estar na trilha da próxima novela das sete da Globo, em abril. Rick diz que será uma das músicas do ano. A interferência do produtor é clara. Os vocais estão mais leves e o segundo refrão de Antes de Você traz um vocal dobrado, característica de bandas como CPM 22 e NX Zero. Já Deixa Eu Sangrar tem violinos gravados em Nashville, além de mais elementos digitais. “Poucos grupos de rock topam abrir mão daquela sonoridade de banda para buscar outras coisas. Hoje, o computador é necessário na música pop”, assente Gavin. O baterista compara a empreitada com os novos trabalhos de Coldplay e U2. Diz que de cara ficou enciumado com a falta de seu instrumento em todas as faixas, mas, ao ouvir um conselho de Britto, se acalmou: “Ele disse para eu ouvir as músicas como se não estivesse dentro do processo. A partir daí, tudo funcionou”. Foram 40 músicas compostas nesse ano, entre ensaios, pré-produção e gravação. Dessas, 14 entram no novo álbum. Duas parcerias, uma com Andreas (do Sepultura) e outra com Arnaldo Antunes e Liminha, foram selecionadas. “Procuramos uma coisa instigante, forçamos nossos limites. Sempre tentamos fazer algo relevante, mas nem sempre isso acontece. Desta vez, acho que conseguimos”, aponta Miklos. Já Britto conta que se sentiu estranho ao tocar baixo pela primeira vez e Gavin, morador do Rio, assume que não suporta mais a ponte aérea: “Nunca fiz uma produção tão longa como essa”. É o preço por buscar um acabamento melhor. “Estávamos cansados de só escutar gente reclamando da crise. O Rick foi o único que teve uma visão otimista. Disse que vamos superar a crise com boa música e criatividade. Vale ressaltar que não chamamos ninguém para gravar o álbum. Somos só nós cinco. Uma volta às origens”, diz Bellotto. No ano em que o grupo lançou o documentário A Vida Até Parece Uma Festa - com lançamento em DVD para agosto -, tudo parece conspirar para um final feliz. 
FAIXA A FAIXA ANTES DE VOCÊ: composta por Miklos, é o primeiro single do álbum. Tem início suave e é desenhada por boas frases de guitarra e teclado. Miklos canta: “Não acho nada na TV / Não me lembro como eu era antes de você”. O solo é rasgado e o refrão tem vocal dobrado no estilo CPM 22. A música estará em ‘Caras e Bocas’, próxima novela das 7 da Globo. MÚMIAS: com uma demo “tosca” gravada por Miklos, a banda a conheceu. Os teclados lembram Kraftwerk e remetem aos anos 80.O miolo tem um pouco de ‘Pulso’ e apesar do experimentalismo, o DNA dos Titãs está intacto. “Sai do chão!”, grita Miklos, para finalizar com um “vai tomar no ...” DEIXA EU SANGRAR: faixa de Britto com orquestra e violinos gravados em Nashville. Não há bateria e os vocais de Britto estão bem suaves. “Hoje é tarde demais pra dizer adeus”, canta no refrão. SACOS PLÁSTICOS: Bits misturados com um reggae bem acelerado. Traz ‘Sonífera Ilha’ para os anos 2000. Branco Mello canta na faixa composta por ele e Paulo Miklos. Música frenética. QUANTO TEMPO: Todos os Titãs cantam. Remete à nostalgia de ‘Isso’ e ‘Domingo’. Traz versos como “o tempo passou e esqueci de dizer que agora vou embora”. Outra que traz uma levada reggae inserida em loops e batidas digitais. Riff de guitarra contagiante. DEIXA EU ENTRAR: Parceria entre Andreas, Belloto e Britto. Música pesada, no estilo de ‘Cabeça Dinossauro’ e ‘Clitóris’, com repetição constante de riffs e frases. Branco Mello canta e Paulo Miklos dobra a voz no refrão: “Corpo fechado, por que tanto resguardo?”
Escrito por Sérgio Britto às 12h33
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O DESESPERO DA PIEDADE
Pessoal, Durante as férias deste verão li "Querido Poeta - Correspondência de Vinicius de Morais" que ganhei de presente de natal da Raquel (para quem não sabe, minha mulher). Um pouco por causa disso - e apesar de já ter um calhamaço com as obras completas do autor -, acabei comprando a reedição da "Nova Antologia Poética" organizada pelo Antonio Cicero e pelo Eucanaã Ferraz. Desde então venho lendo e relendo um pouco da obra desse que é um dos maiores poetas da língua portuguesa. Em meio a essas leituras lembrei que, há uns vinte poucos anos atrás, mais ou menos por volta de 1986, eu havia feito uma "parodia" (não sei se esse é o termo que melhor se aplica aqui, mas enfim...) de um de seus poemas mais conhecidos - "O Desespero da Piedade",incluido nesse volume. Fiquei meio perturbado com essa lembrança e ansioso para reler o que havia escrito. O problema é que eu já não lembrava sequer se tinha guardado ou não uma cópia desse texto e, tendo passado tanto tempo, tinha poucas esperanças de encontrá-lo. Pois bem - semana passada, totalmente por acaso, achei uma pasta no banco do meu piano - alí, bem de baixo do meu nariz!- e dentro dela uma cópia manuscrita com o que estava procurando. Na época, a minha intenção era fazer uma leitura desse texto em cima de um clima de teclado, baixo e percussão e apresentar para os Titãs que estavam então começando a preparar o repertório para o que viria a ser o "Jesus não tem dentes no país dos banguelas". Apesar de ter feito algumas tentativas, no final achei que a mistura não estava funcionando direito e desisti da idéia. Coloquei aí em baixo a minha versão e logo em seguida o poema original. O Vinicius é, como sempre, brilhante e a minha brincadeira não deixa de ter lá a sua graça.É um pouco longo para ler num blog mas acho que vale a pena ir até o final. Não se acanhem - aguardo comentários. O DESESPERO DA PIEDADE #2 ( Sérgio Britto ) Senhor, sê cruel com os homens úteis como os dentistas Que sofrem de utilidade e gozam ao fazer sofrer Mas sê mais cruel ainda com os veterinários e farmacêuticos Tu bem sabes o que gostariam de ser. Sê cruel com os sapateiros e engraxates Que se sujam e imploram por trocados Mas não esqueças de ser cruel com quem tendo tudo Se ajoelha sem ter precisado. Sê cruel com os homens públicos e em especial com os políticos Por sua fala oca, seu olhar vazio e seus patéticos gestos de mão Mas sê muito mais cruel com seus secretários e parentes Faz, Senhor, que deles saiam paralíticos, mongolóides e sifilíticos. Sê imensamente cruel com os caçadores, os vendedores e os comedores de passarinhos Que sua almas são ainda mais insignificantes que a dos passarinhos Mas sê cruel também, embora em dose menor, com as telefonistas Que falam com qualquer um e ouvem o que não deviam ouvir. Sê cruel com as mulheres gigantes das ruas principais Que de apoio na vida tem os edifícios e as catedrais Mas não esqueças em tua crueldade as mulheres casadas Que se rebaixam e se anulam a troco de nada. Sê cruel com as mulheres histéricas, com as mulheres estéreis e com as infectadas Que elas são como a terra sob o efeito da lua quando menstruam Sê cruel como ninguém foi Senhor, como ninguém é Que elas são como as águas do mar durante as marés. Tem piedade de mim, Senhor, tem piedade de mim Que desprezo o que tenho e que desejo desesperadamente o que não me pertence Tem infinita piedade de mim, Senhor, que sou digno de perdão. Tem piedade de mim, Senhor, de mim Sê enfim piedoso comigo, que mereço piedade E se piedade te sobrar, Senhor, tem piedade dos outros. O DESESPERO DA PIEDADE ( Vinicius de Morais ) Meu Senhor, tende piedade dos que andam de bonde E sonham no longo percurso com automóveis, apartamentos... Mas tende piedade também dos que andam de automóvel Quantos enfrentam a cidade movediça de sonâmbulos, na direção. Tende piedade das pequenas famílias suburbanas E em particular dos adolescentes que se embebedam de domingos Mas tende mais piedade ainda de dois elegantes que passam E sem saber inventam a doutrina do pão e da guilhotina Tende muita piedade do mocinho franzino, três cruzes, poeta Que só tem de seu as costeletas e a namorada pequenina Mas tende mais piedade ainda do impávido forte colosso do esporte E que se encaminha lutando, remando, nadando para a morte. Tende imensa piedade dos músicos de cafés e de casas de chá Que são virtuoses da própria tristeza e solidão Mas tende piedade também dos que buscam o silêncio E súbito se abate sobre eles uma ária da Tosca. Não esqueçais também em vossa piedade os pobres que enriqueceram E para quem o suicídio ainda é a mais doce solução Mas tende realmente piedade dos ricos que empobreceram E tornam-se heróicos e à santa pobreza dão um ar de grandeza. Tende infinita piedade dos vendedores de passarinhos Quem em suas alminhas claras deixam a lágrima e a incompreensão E tende piedade também, menor embora, dos vendedores de balcão Que amam as freguesas e saem de noite, quem sabe onde vão... Tende piedade dos barbeiros em geral, e dos cabeleireiros Que se efeminam por profissão mas são humildes nas suas carícias Mas tende maior piedade ainda dos que cortam o cabelo: Que espera, que angústia, que indigno, meu Deus! Tende piedade dos sapateiros e caixeiros de sapataria Quem lembram madalenas arrependidas pedindo piedade pelos sapatos Mas lembrai-vos também dos que se calçam de novo Nada pior que um sapato apertado, Senhor Deus. Tende piedade dos homens úteis como os dentistas Que sofrem de utilidade e vivem para fazer sofrer Mas tente mais piedade dos veterinários e práticos de farmácia Que muito eles gostariam de ser médicos, Senhor. Tende piedade dos homens públicos e em particular dos políticos Pela sua fala fácil, olhar brilhante e segurança dos gestos de mão Mas tende mais piedade ainda dos seus criados, próximos e parentes Fazei, Senhor, com que deles não saiam políticos também. E no longo capítulo das mulheres, Senhor, tenha piedade das mulheres Castigai minha alma, mas tende piedade das mulheres Enlouquecei meu espírito, mas tende piedade das mulheres Ulcerai minha carne, mas tende piedade das mulheres! Tende piedade da moça feia que serve na vida De casa, comida e roupa lavada da moça bonita Mas tende mais piedade ainda da moça bonita Que o homem molesta — que o homem não presta, não presta, meu Deus! Tende piedade das moças pequenas das ruas transversais Que de apoio na vida só têm Santa Janela da Consolação E sonham exaltadas nos quartos humildes Os olhos perdidos e o seio na mão. Tende piedade da mulher no primeiro coito Onde se cria a primeira alegria da Criação E onde se consuma a tragédia dos anjos E onde a morte encontra a vida em desintegração. Tende piedade da mulher no instante do parto Onde ela é como a água explodindo em convulsão Onde ela é como a terra vomitando cólera Onde ela é como a lua parindo desilusão. Tende piedade das mulheres chamadas desquitadas Porque nelas se refaz misteriosamente a virgindade Mas tende piedade também das mulheres casadas Que se sacrificam e se simplificam a troco de nada. Tende piedade, Senhor, das mulheres chamadas vagabundas Que são desgraçadas e são exploradas e são infecundas Mas que vendem barato muito instante de esquecimento E em paga o homem mata com a navalha, com o fogo, com o veneno. Tende piedade, Senhor, das primeiras namoradas De corpo hermético e coração patético Que saem à rua felizes mas que sempre entram desgraçadas Que se crêem vestidas mas que em verdade vivem nuas. Tende piedade, Senhor, de todas as mulheres Que ninguém mais merece tanto amor e amizade Que ninguém mais deseja tanto poesia e sinceridade Que ninguém mais precisa tanto alegria e serenidade. Tende infinita piedade delas, Senhor, que são puras Que são crianças e são trágicas e são belas Que caminham ao sopro dos ventos e que pecam E que têm a única emoção da vida nelas. Tende piedade delas, Senhor, que uma me disse Ter piedade de si mesma e da sua louca mocidade E outra, à simples emoção do amor piedoso Delirava e se desfazia em gozos de amor de carne. Tende piedade delas, Senhor, que dentro delas A vida fere mais fundo e mais fecundo E o sexo está nelas, e o mundo está nelas E a loucura reside nesse mundo. Tende piedade, Senhor, das santas mulheres Dos meninos velhos, dos homens humilhados — sede enfim Piedoso com todos, que tudo merece piedade E se piedade vos sobrar, Senhor, tende piedade de mim!
Escrito por Sérgio Britto às 01h11
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FELIZ ANO NOVO!

Raquel, José e eu na estréia de "Avida até parece uma festa".
Moçada!
2009 será um ano de muitas novidades: em janeiro estréia, em todo o territorio nacional, o filme “A vida até parece uma festa “ e até o final de março o novo cd de inéditas dos TITÃS já deve estar nas lojas.
Fora isso, antes do segundo semestre, pretendo disponibilizar alguma coisa do meu trabalho solo ( já está praticamente finalizado ) no myspace.
Feliz natal e ano novo a todos!!
Abraço!
Escrito por Sérgio Britto às 17h10
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NOVIDADES TITÂNICAS
 
Assinamos contrato de distribuição com a Arsenal Music. O produtor do novo cd será o Rick Bonadio. Vamos começar a pré-produção no mês que vem e até o final de março, acredito eu, devemos ter um disco pronto. Desta vez, vamos gravar só nós cinco - sem músicos convidados. O documentário “A vida até parece uma festa” será lançado no país inteiro em janeiro de 2009. Uma edição revisada e ampliada da biografia homônima deverá sair mais ou menos na mesma época. Enquanto isso continuaremos fazendo shows Brasil afora.
Domingo passado tocamos com a Pitty no parque da independência em um evento promovido pela Oi. Essas quatro fotos postadas aí em cima foram gentilmente cedidas pelo Emerson Maia.
É isso.
Escrito por Sérgio Britto às 21h22
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A VIDA ATÉ PARECE UMA FESTA

Sérgio Britto: uma parte da nossa vida está ali. Tecladista dos Titãs fala sobre documentário da banda e se mostra feliz com o resultado Por: Tiago Velasco
Sérgio Britto trocou uma idéia sobre o documentário dos Titãs, “Titãs, a vida até parece uma festa”, que estreou no Festival do Rio. O tecladista revelou ter gostado muito do resultado final, mas confessou que há momentos em que se sente constrangido ao se ver no telão. Simpático, não se furtou em falar sobre os bastidores da banda e sobre a saída de Nando Reis. Confira.
1 - Como foi assistir ao filme no cinema, junto com a platéia? _Eu já tinha visto algumas vezes, mas não com esse tamanho e naquelas condições. Foi bacana. Tem essa coisa emocional, uma parte da nossa vida está ali, estavam os filhos do Marcelo (Fromer), muita gente que participou da nossa vida estava ali. Dá uma coisa diferente.
2 - Você ficou tenso ao assistir ao filme pela primeira vez? _A gente fica muito exposto. A intimidade... Às vezes, me pergunto se é mesmo o caso de expor, mas com o tempo você vai se acostumando com a idéia. É um pouco constrangedor. Mas o filme está muito bem amarrado, tudo ali tem sentido.
3 - Há cenas bem legais, como a escolha do repertório, por meio de votação... _Todos têm o mesmo direito de voto, em tese. Há os conchavos, é como se fosse política de verdade: tem as armações, um puxa o tapete do outro. Vota-se em uma música principalmente porque é sua ou porque você combinou: “você vota na minha, que eu voto na sua”. Música de um só cara é bem difícil de entrar, mas com dois, já começa com dois votos. Mais um que goste, já entra. Apesar disso, o que realmente é bom, acaba passando por cima de tudo.
4 - Há muitas imagens de vocês brincando, interpretando pra câmera. Fica a impressão que é um grupo de amigos sempre se divertindo... _Uma boa parte da história é essa. Mas também são amigos que viram inimigos, que brigam... A parte que estamos de frente pra câmera, como não é um Big Brother, é a gente se divertindo, fazendo uma performance. O lado mais negro não aparece. Mas não deixa de ser uma verdade, até hoje saímos juntos. Tem bandas que cada um se enfia no seu quarto e só se encontra no show.
5 - A saída do Arnaldo foi mais tranqüila do que a do Nando Reis. Você consegue identificar o motivo? _Com o Nando, algumas coisas ficaram mal resolvidas. Com o tempo, você vê que não são tão relevantes, mas que atrapalharam a continuidade da nossa relação. Com o Arnaldo, estávamos no fim de um contrato; com o Nando, estávamos no começo de um contrato, tínhamos acabado de fazer o primeiro disco de um contrato novo. É como se você assumisse um compromisso e depois falasse que não pode ir até o fim. Eu entendo, porque se você não tem vontade, não tem sentido, principalmente quando se trata de arte, música.
Escrito por Sérgio Britto às 13h47
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É AMANHÃ!

Dois violões: mais ou menos uns 40 minutos de som. Na seqüência, toco umas três músicas com a banda residente. O flyer foi cortesia da faby. Abs!
Escrito por Sérgio Britto às 13h53
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S. BONEKA
Vamos prestigiar moçada!!
 
Xará , divulgue por favor: Sérgio Boneka & Batucada Phoderosa no 4ª Arraial da Ajuda - 26/07/2008 - 18:00 - Estacionamento Big Park - Rua Voluntários da Pátria, 499 - Santana, São paulo, Capital O mais importante: É FREE !!! Sérgio Boneka | tjs1149@hotmail.com | 11/07/2008 16:34
Escrito por Sérgio Britto às 19h41
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TÁ CHEGANDO A HORA!
Aí em baixo, uma peça promocional do cd dvd e o release do show Paralamas & Titãs

Paralamas e Titãs “Juntos e ao vivo”
Em 1982, quase ninguém imaginaria o rock ocupando um espaço tão grande no cenário cultural brasileiro. Mas hoje não se discute, é história: nos últimos 25 anos, o gênero conquistou relevância e importância ímpares no país. Parte substancial desse crescimento em popularidade e em qualidade pode ser creditada a Os Paralamas do Sucesso e Titãs. Mas história não termina nunca, é um processo permanente. Cientes disto, Bi Ribeiro, Branco Mello, Charles Gavin, Herbert Vianna, João Barone, Paulo Miklos, Sérgio Britto e Tony Bellotto subirão ao palco juntos para uma turnê que tem tudo para marcar novas e velhas gerações. Não estranhe a ordem alfabética na citação dos músicos, como se as duas bandas fossem uma só. Não se trata de um show dos Paralamas mais um show dos Titãs: os oito integrantes das duas bandas vão se misturar em diferentes configurações, tocando os sucessos de suas carreiras. Tocando e literalmente trocando: o roteiro inclui, entre muitas surpresas, “Flores” na interpretação de Herbert, "Meu Erro" na voz de Branco Mello, “Óculos” com Paulo Miklos e "Trac Trac" cantada por Sérgio Britto. Paralamas e Titãs possuem belo histórico de encontros nos palcos: em 1992, em dobradinha, foram headliners do Hollywood Rock em São Paulo e no Rio de Janeiro. Na época, a idéia de Herbert Vianna era juntar forças para, em dupla, derrubar um paradigma vigente nos grandes festivais realizados no Brasil: artistas nacionais não eram escalados como atração de encerramento. O resultado foi antológico e inspirou, sete anos mais tarde, uma turnê em dupla. Mas as tabelinhas têm origem em momentos informais e espontâneos. “As duas bandas sempre tiveram afinidade também extra-musical”, aponta Branco Mello, ao lembrar noitadas divertidas dos anos 80 com Bi Ribeiro e Cazuza. João Barone acrescenta: “A gente sempre bateu bola. Eu subia na bateria do Charles e tocava sem cerimônia. Ia lá e descia a botina. O Herbert já arrebentou muita corda de guitarra do Fromer”. Os encontros de agora vão se valer desse entrosamento e da amizade, mas possuem uma diferença fundamental em relação aos shows em dobradinha de 1992 e 1999. “Agora é um mergulho de mais fôlego”, conta Branco, após boas horas de ensaio. “Hoje somos bandas mais criteriosas, mais experientes, menos ansiosas. Música é aprendizado, vontade de meter a cara. A gente antes chutava para todos os lados, agora tem energia mais concentrada. Estamos saboreando mais o encontro musical.” A frase que espanta qualquer fantasma de caretice, obviamente, tinha de partir do próprio Branco: “A maturidade dá um barato”.
João Barone define o projeto: “Somos tropas experientes, veteranos de guerra, velhos legionários que se juntam para mais uma excursão de pilhagem”, diverte-se. “Estamos afiando a navalha!” A história de Titãs e Paralamas continua – e sendo feita ao vivo.
Escrito por Sérgio Britto às 15h48
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20 GRINGOS
Como complemento ao post anterior fiz, desta vez, uma lista com 20 discos gringos. São os meus "10 mais" lado B. Alguns são de grandes nomes ( Pete Townshend, New Order, etc ), outros foram sucesso no passado, mas em geral todos são sons pouco conhecidos do grande público. Vale a pena correr atrás!
   
   
   
   
Divirtam-se!
1. Mary Hopkins / Ocean Song Earth Song 2. Chris Bell / I’am The Cosmos 3. Nick Drake / Pink Moon 4. Lloyd Cole and The Commotions / Rattlesnakes 5. Soda Estereo / SueñoStereo 6. Durrutti Column / Circuses and Bread 7. Orchestral Manoeuvres in The Dark / Architecture & Morality 8. Elastica / Elastica 9. Jeff Buckley / Grace 10. Fiona Apple / Tidal 11. Wilco / A Ghost is Born 12. Big Audio Dinamite / The Globe 13. New Order / Waiting The Sirens’ Call 14. Elliot Smith / From The Basement On The Hill 15. Shuggie Otis / Inspiration Information 16. Violent Femmes / Violent Femmes 17. Café Tacuba / Quatro Caminos 18. Pete Townshend / Life House Elements 19. Sharon Jones And The Dap-Kings / Naturally 20. Funkadelic / Maggot Brain
Escrito por Sérgio Britto às 13h45
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OS 10 MAIS!!
Selecionar apenas dez discos entre todos os já gravados no Brasil é tarefa literalmente impossível para mim. – Não consegui, é óbvio! A muito custo, selecionei 30! Dividi as minhas preferências em quatro blocos.
   
   
   
   
1. Discos de MPB, propriamemente dita, divididos em segmento instrumental e de canções 2. Discos de artístas que sofreram influência direta do universo pop rock (tropicalistas e outros) 3. Discos gravados por dois artístas ( dobradinhas). 4. Discos de pop rock dos anos 80 em diante.
O método de seleção foi basicamente pessoal – não daria pra de ser de outra maneira. Tenho todos os discos que citei em versões em vinyl e ou cd, e ouvi cada um deles centenas de vezes em diferentes momentos da minha vida. Apesar do critério ter sido basicamente afetivo procurei não repetir trabalhos de artístas que reiterem os mesmos achados estéticos, por melhores que sejam. Há algumas exeções e muita coisa boa, é claro, teve que ficar de fora. Aguardo complementos, comentários e listas alternativas.
Aí vão eles –
MPB
1. Chega de Saudade / João Gilberto 2. Dorival Caymi / Canções Praieiras 3. Cartola / O Mundo é um Moinho 4. Baden Powel / Os Afro Sambas 5. Adoniran Barbosa / Série Bis 6. Nelson cavaquinho / quando Eu me Chamar Saudade 7. Noel Rosa / pela primeira vez ( discografia completa) 8. Tom Jobim / Stone Flower 9. Chico buarque / Volume 3 10. Chico Buarque / construção
Instrumental –
1. Quinteto Armorial / Aralume 2. Quarteto Novo Quarteto novo 3. Canhoto da Paraîba / O violão brasileiro tocado pelo avesso 4. Paulo Moura / Espinha de Bacalhau 5. Marcelo Bratke / Brasil – Ernesto Nazareth e Darius Milaud
Tropicalistas e outros –
1. Luis Melodia / Pérola Negra 2. Jorge Ben / Tábua de Esmeralda 3. Caetano Veloso / Caetano Veloso 4. Raul Seixas / Krig Ra Bandolo 5. Milton Nascimento / Clube da Esquina 6. Secos & Molhados / Secos & Molhados 7. Gilberto Gil / Expresso 2222 8. Rita Lee / (1979) 9. Gal Costa / Fatal 10. Jards Macalé / Aprender a Nadar 11. Os Mutantes / Os Mutantes 12. Novos Bahianos / Acabou Chorare 13. Tropicália ou panis et circences 14. Tom Zé / Estudando o Samba 15. Roberto Carlos/ Em Ritmo de Aventura 16. Caetano veloso/ Transa 17. Gilberto Gil / refavela Dobradinhas –
1. Tom&Elis 2. Sinatra&Jobim 3. Caetano e Chico / Juntos e ao Vivo 4. Gil e Jorge 5. Paralamas e Titãs / Juntos e ao Vivo
Anos 80 em Diante
1. Titãs / Cabeça Dinossauro 2. Paralamas do Sucesso / Selvagem? 3. Legião Urbana / II 4. Ultraje a rigor / Nos Vamos Invadir sua Praia 5. Raimundos / Raimundos 6. Mundo Livre / Samba Esquema Noise 7. Chico Science e Nação Zumbi / Da Lama ao Caos 8. Sepultura / Chaos A.D. 9. D2 / A Procura da Batida Perfeita 10. Los hermanos / Ventura
Em tempo: a sugestão de fazer a lista foi do Ricardo!
Escrito por Sérgio Britto às 15h24
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ATUALIZAÇÕES!!
1. CD do Kleiderman na íntegra com letras e ficha técnica. 2. 10 novos desenhos. 3. 12 fotos inéditas. 4. 4 textos novos: “Nós", “O ritmo do seu coração”, “Raquel (D.D.D.)” e “José”. 5. O release feito pelo Zeca Baleiro para “Eu sou 300”.
Confiram também a página que fiz no myspace! Coloquei lá uma versão de “Anjo exterminador”, só com dois violões, gravada especialmente para a rádio KISS em 2007. No quesito “aberrações” vejam o link com a minha participação no programa Gutto Morenno na época do lançamento do cd “A minha cara”.

Pretendo ainda incluir uma pequena biografia ilustrada, algo assim como um álbum de retratos. Só para matar a curiosidade, aí em cima, uma foto desse arquivo.
Estou aguardando os comentários de vocês!
Divirtam-se!!
Escrito por Sérgio Britto às 16h11
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KLEIDERMAN & CAFÉ EXPRESSO
Aí embaixo duas láminas do encarte do cd do Kleiderman “Con el mundo a mis pies” de 1994. Até o fim do mês pretendo disponibilizar na íntegra todas as faixas do disco. Muita gente pergunta pelo cd (a única cópia que tenha foi presente do Claudio Vilaça) que , a essa altura do campeonato, já não é tão fácil de encontrar.

Como disse aqui, em mais de uma ocasião, pretendo ir acrescentando aos poucos textos, cifras, imagens e músicas que complementem esssa minha “experiência-solo.” Também em fevereiro, na sessão discos, prometo publicar mais 4 textos comentando canções do “Eu sou 300”. Por enquanto, atendendo ao pedido do Everton, aí vão (de maneira resumida) as cifras de “Café Expresso”. Bom proveito!
CAFÉ EXPRESSO (Sérgio Britto)
G Em G Antes de desistir, Antes da chuva cair Em Am Antes do natal, logo ao primeiro sinal D Am7 D Antes do último cigarro, antes de entrar no carro G Em G Antes do jantar, de acabar de me arrumar Em Am Antes de ir dormir, antes de me desiludir D Am7 D Que alguém possa perceber, antes que eu vá me vender D7
C C/B Eu vou sair pra andar a pé, sair pra andar a pé A7 D G E G E Sair pra andar a pé e comprar os jornais C C/B Eu vou sair pra tomar um café, sair pra tomar um café A7 D G E G E Sair pra tomar um café e não voltar nunca mais
Depois do verão De quebrar a televisão Sem me despedir Sem pedir permissão De viver só de saudade Antes de perder a vontade
Antes de chover Que algo possa me deter Depois de tentar Enquanto eu quero acreditar Antes de me arrepender Antes que eu vá esquecer
Eu vou sair pra andar a pé, sair pra andar a pé Sair pra andar a pé e comprar os jornais Eu vou sair pra tomar um café, sair pra tomar um café Sair pra tomar um café e não voltar nunca mais
Antes que eu vá me matar Antes do mundo acabar Antes que eu vá me matar Antes do mundo acabar
Escrito por Sérgio Britto às 17h10
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TITÃS & PARALAMAS 2
Aí embaixo, algumas fotos do show fechado que fizemos com os Paralamas para a SKY em São Paulo. As fotos são, só pra variar, da Silmara Sciuffa.




Escrito por Sérgio Britto às 19h50
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TITÃS & PARALAMAS
 Foto – Maurício Valadares
A idéia de fazer uma nova turnê com os Paralamas do Sucesso surgiu, se bem me recordo, de uma conversa entre as duas bandas no bar de um hotel em Porto Alegre. Depois desse primeiro encontro muitos meses se passaram mas a verdade é que ninguém conseguia esquecer a promessa do Zé Fortes (empresário dos PDS) de viabilizar aquele delírio. – "Tá legal! só tem uma coisa: se a gente for fazer, temos a obrigação de fazer direito" - dizia ele. Hoje é possível afirmar que o projeto (que a aquela altura era apenas uma possibilidade remota) não só se tornou realidade como é também um grande sucesso.
Apesar do esquema promocional, até agora, ter sido relativamente modesto e da imprensa, salvo honrosas exceções, ter tratado do assunto com bastante descaso, em Salvador e São Paulo tocamos para casas com lotação esgotada e em BH e Sorocaba se não foi assim, foi quase isso. É impossível apontar categoricamente o que tem mobilizado o público a comparecer em massa a esses shows mas acredito que isso se deva fundamentalmente ao fato de que, de alguma maneira, as pessoas se deram conta de que estamos apresentando algo realmente novo. É óbvio que o repertório é o mesmo que todos cansaram de ouvir mas o fato de termos, praticamente, fundido uma banda à outra é, com certeza, inédito.
Não lembro de duas bandas ( brasileiras ou gringas ) que tenham se proposto a tocar dezoito músicas ( o show do Police, por exemplo, tem vinte ao todo ) juntas. Isso sem contar as participações menores de uns no set dos outros. Só por conta desse aspecto as canções já soariam bem diferente das versões originais, mesmo assim em algumas delas fomos além, mudando totalmente o caráter dos arranjos. Talvez mais importante que isso seja a constatação de que, como comentaram alguns fãs, estamos NOS divertindo e não só divertindo o público. A química , o respeito e amizade que há entre as duas bandas parece contagiar a platéia desde o primeiro instante do espetáculo.
Com apenas quatro shows no currículo já registrei momentos antológicos nessa turnê. Não custa nada recapitular alguns deles.
Charles Gavin e João Barone tocando “Cabeça Dinossauro” já era digno de nota desde os primeiros ensaios mas no show de São Paulo os dois resolveram radicalizar. Foi realmente mágico!
Dado Villa Lobos interpretando “Que país é esse?” em BH tampouco poderia ficar de fora dessa lista, assim como o duelo de guitarras entre Herbert, Tony e Andreas Kisser no final de “Lugar Nenhum” em São Paulo. Outro momento difícil de sair da memória é o do refrão final de “Epitáfio” em Salvador com o público todo – incluindo quem assistia das sacadas dos prédios – acompanhando com palmas e cantando numa entrega incondicional, difícil de acontecer. No mesmo show, Marcelo Camelo “sambando” com alegria de menino em “Alagados” também deu gosto de ver! Para finalizar, como não poderia deixar de ser, o momento em que Arnaldo entra no palco é sempre muito especial, para nós, Titãs. Talvez mais até do que é para os próprios fãs. Vertigem pura!
Não sei como ainda há gente de imprensa capaz de classificar essa turnê como uma “volta”. No que me diz respeito, simplesmente detesto essa mania que jornalista tem de estabelecer uma pauta e depois forçar a barra para que tudo se encaixe naquela baliza. Comparar a nossa turnê com a do Police e a do Led Zeppelin ( tá certo que a companhia é boa...) como fez a Folha de São Paulo é fazer uma análise, no mínimo, medíocre. Seria o mesmo que dizer que o U2 está voltando em 2008…..Lamentável. Outro equívoco : dizer que o público é, na sua grande maioria, de quarentões saudosistas ( nada contra é claro! ). Bobagem: a verdade é que pelo menos 80% da platéia é de gente que nem sequer tinha nascido quando lançamos o primeiro disco!
Para quem não viu o show aí vai o set list completo com comentários e informações adicionais. Espero que isso aumente a vontade da cariocada de conferir dia 16 de janeiro na Marina da Glória a gravação do show para o programa da SKY. A princípio esse será o último show da turnê, mas é bem provável que mais datas apareçam pela frente. Fiquem ligados!
Titãs & Paralamas
1. Diversão – As duas bandas atacam juntas e Herbert divide os vocais com o Paulo. Está canção para quem não sabe, entre todas as nossas composições, era a favorita do Renato Russo. Quando tocamos em Ipanema na década de 90 cheguei a convidá-lo pra cantar com a gente. Ele educadamente declinou: já estava muito debilitado para encarar um show…..
2. Calibre – Novamente o Paulo divide os vocais com o Herbert. A música começa com um clima de piano elétrico alá John Paul Jones e gaita – bem diferente da versão original.
3. Marvin – Cantada pelo Branco e pelo Herbert. O arranjo é praticamente o mesmo que costumamos tocar sozinhos, apenas o solo do Tony tem o dobro do tempo.
4. Selvagem – Dessa vez eu e Herbert dividimos os vocais. Esta é talvez a mais Titânica das músicas dos Paralamas. Taí uma canção deles que poderia perfeitamente ter sido composta por um de nós.
5. Policia – Praticamente emendada em Selvagem. Em São Paulo contamos também com o auxílio luxuoso do Andreas na guitarra e nos vocais. Quando começamos a tocar o chão, literalmente, tremeu! Há muito tempo o público não reagia dessa maneira nessa música ( será que foi por causa do “Tropa de elite”?!). Lembro de que quando a tocamos numa das versões recentes do Planeta Atlântica ( a faixa etária desse festival é sempre muito baixa ) o público ficou completamente imóvel. Tive a nítida sensação de que ninguém tinha ouvido aquela música antes na vida. O mais curioso é que quando tocamos “Epitáfio” o lugar quase veio abaixo! Em SP em meio à zoeira das guitarras, nos acordes finais, ainda tive a pachorra de cantar “Acorda Maria Bonita, levanta vai fazer o café / Que o dia já vem raiando e a polícia já tá de péééééééé!!!!”
Saem os Titãs e ficam os Paralamas acompanhados de seus músicos. Curiosamente as sete canções escolhidas por eles para este segmento são extremamente pop contrastando com o nosso set, bem mais rock. O Liminha costumava dizer que os Paralamas eram mais Beatles e os Titãs mais Stones. Não deixa de ter razão…..
6. Ela disse adeus
7. De perto
8. Cuide bem do seu amor
9. Lanternas dos afogados
10. Alagados – Esse canção é uma das minhas preferidas ( imagino que de todo o mundo ) do repertório dos Paralamas. Acredito que foi ela uma das coisas que nos estimulou, mais tarde, a gravar um disco com Õ Blesq Blom ou uma música como “Miséria”. Vislumbramos alí a possibilidade de fazer pop com sotaque claramente brasileiro sem soar “frouxo”. O Charles toca um” pandeirinho” aqui!
11. Uma brasileira – Eu , Branco e Paulo fazemos backing nessa música.
12. Caleidoscópio
Voltamos a tocar juntos aqui, num momentos denominado por nós de “ a hora do banquinho”. Os arranjos ficaram bem mais despojados, diferentes dos originais. O nosso intenção era dar um refresco pra moçada e deixar espaço para que se pudesse ouvir o público cantando ( o que de fato acontece ) em alto e bom som.
13. A Novidade – Cantamos eu e o Herbert. O único acompanhamento são as guitarras as vozes e palmas do público. Nessa música, vale a pena prestar atenção no slide Guitar do Tony.
14. Homem Primata – O arranjo acabou ficando parecido com o que fizemos para o Acústico. Um SKA, só que sem metais e bem mais invocado. A platéia canta pra valer!
15. Lourinha Bombril – Versão dos PDS para uma música de uma banda argentina “Los Pericos”. O Branco divide o vocal com o Herbert, eu faço as frases dos metais no hammond e o Paulo toca…..bandolim!
Saem os Paralamas e ficam os cinco Titãs ( finalmente um número decente de membros para uma banda de rock! ). Tocar como um quinteto, fora o desafio, tem sido um grande prazer: é quase como se a banda estivesse começando de novo.
16. Epitáfio – Dispensa maiores comentários …. É um dos momentos de maior comunhão com a platéia de todo o show.
17. Aluga-se - Sempre costumo cantar “Eu nasci há dez mil anos atrás” antes de gritar “Fala Rauuuuuul!!”. Em Salvador o público cantou duas ou três vezes sem que eu precisasse fazer praticamente nada. Foi, como diria o Frejat “Puro êxtase”
18. Vossa Excelência – O João e o Bi em São Paulo foram intimados por mim a cantar com a gente o refrão dessa música. No meio do primeiro verso fui até o canto do palco e arrastei o João Barone pelo braço, que saiu gritando com vontade” Filha da puta, bandido, corrrrupto ladrão!”
19. Bichos Escrotos
20. AAUU – “Dentre as músicas estúpidas gravadas durante os anos 80 talvez está seja a mais estúpida de todas!”. Me acostumei a falar isso antes de começar a gritar. Tem gente que acha estranho….
21. Cabeça Dinossauro – Como já comentei, o João e o Charles “arrebentam” nessa música.
22. A melhor banda de todos os tempos da última semana – O Bi toca baixo e o Herbert faz um solo de guitarra. O João , a principio, não tocava nessa hora, mas acabou entrando na farra também. Faz sentido: no final Branco apresenta todo mundo. “Senhoras e Senhores com vocês A melhor banda de todos os tempos da última semana!!….Na guitarra, Tony Bellotto!” – E por aí vai.
23. Go Back – O Marcelo Camelo assume o lead vocal ( e manda muito bem! ), o Herbert faz uns comentários e eu canto o “Stir it Up”. Alguém comentou que o Camelo parecia deslocado no show…..Não concordo: entre os convidados ele era ( mesmo nos ensaios ) o mais entrosado, o mais a vontade e o que melhor conhecia o nosso repertório. Quem leva essa música é o Barone, o Charles só toca nos refrões.
24. Beco – O Mello canta essa. Tocamos com o reforço dos metais . 25. Comida – Grande momento!! Há muitos anos o Arnaldo não cantava essa música: com certeza é a primeira vez que ele canta com esse arranjo. Ainda lembro do dia em que fizemos a canção ( Marcelo, eu e Arnaldo ) na casa dos meus pais. Uma boa parte da letra o Arnaldo já trouxe pronta “A gente não que só comida, a gente quer comida diversão e arte, etc..” O resto fizemos ali na hora . “Bebida é água, comida é pasto/ Você tem fome de que? Você tem sede de que?” são versos meus. A frase de teclado fiz depois a pedido do Marcelo que achava que faltava um “gancho” melódico pra música. É um clássico dos Titãs.
26. Lugar nenhum – Outra daquelas que marcaram época na voz do Arnaldo.
27. Trac Trac – Eu divido o canto com o Herbert. Acho que ficou bem legal na minha voz, pensei inclusive em pedir para cantar a música inteira …Vamos ver, talvez ainda da role.
28. Óculos – O Paulo canta . Eu faço aquela famosa frase da intro. Um dos grandes baratos dessa turnê é esse : poder tocar coisas que a gente gosta muito e nunca teve oportunidade.
29. Sonífera ilha – Zoeira total. Aqui todo mundo toca e canta ao mesmo tempo – convidados incluídos.
30. SKA – É um rock-steady. O João puxa numa velocidade alucinante, às vezes difícil de acompanhar. O Paulo faz a frase e o “solo” de sax.
Bis
Cansei de comentar……
31. Meu erro 32. Flores 33. Cinema mudo 34. Que país é esse?
Ufa! Acabou!
Espero que tenham gostado.
Escrito por Sérgio Britto às 15h43
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MEUS FILHOS, MEU TESOURO

Julia
Julia e José
As fotos são, só pra variar, da Silmara Sciuffa. " Meus filhos, meu tesouro" é título de uma música bem bacana do Jorge Ben que está no África Brasil.
Escrito por Sérgio Britto às 17h38
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