A VIDA ATÉ PARECE UMA FESTA

Sérgio Britto: uma parte da nossa vida está ali. Tecladista dos Titãs fala sobre documentário da banda e se mostra feliz com o resultado Por: Tiago Velasco
Sérgio Britto trocou uma idéia sobre o documentário dos Titãs, “Titãs, a vida até parece uma festa”, que estreou no Festival do Rio. O tecladista revelou ter gostado muito do resultado final, mas confessou que há momentos em que se sente constrangido ao se ver no telão. Simpático, não se furtou em falar sobre os bastidores da banda e sobre a saída de Nando Reis. Confira.
1 - Como foi assistir ao filme no cinema, junto com a platéia? _Eu já tinha visto algumas vezes, mas não com esse tamanho e naquelas condições. Foi bacana. Tem essa coisa emocional, uma parte da nossa vida está ali, estavam os filhos do Marcelo (Fromer), muita gente que participou da nossa vida estava ali. Dá uma coisa diferente.
2 - Você ficou tenso ao assistir ao filme pela primeira vez? _A gente fica muito exposto. A intimidade... Às vezes, me pergunto se é mesmo o caso de expor, mas com o tempo você vai se acostumando com a idéia. É um pouco constrangedor. Mas o filme está muito bem amarrado, tudo ali tem sentido.
3 - Há cenas bem legais, como a escolha do repertório, por meio de votação... _Todos têm o mesmo direito de voto, em tese. Há os conchavos, é como se fosse política de verdade: tem as armações, um puxa o tapete do outro. Vota-se em uma música principalmente porque é sua ou porque você combinou: “você vota na minha, que eu voto na sua”. Música de um só cara é bem difícil de entrar, mas com dois, já começa com dois votos. Mais um que goste, já entra. Apesar disso, o que realmente é bom, acaba passando por cima de tudo.
4 - Há muitas imagens de vocês brincando, interpretando pra câmera. Fica a impressão que é um grupo de amigos sempre se divertindo... _Uma boa parte da história é essa. Mas também são amigos que viram inimigos, que brigam... A parte que estamos de frente pra câmera, como não é um Big Brother, é a gente se divertindo, fazendo uma performance. O lado mais negro não aparece. Mas não deixa de ser uma verdade, até hoje saímos juntos. Tem bandas que cada um se enfia no seu quarto e só se encontra no show.
5 - A saída do Arnaldo foi mais tranqüila do que a do Nando Reis. Você consegue identificar o motivo? _Com o Nando, algumas coisas ficaram mal resolvidas. Com o tempo, você vê que não são tão relevantes, mas que atrapalharam a continuidade da nossa relação. Com o Arnaldo, estávamos no fim de um contrato; com o Nando, estávamos no começo de um contrato, tínhamos acabado de fazer o primeiro disco de um contrato novo. É como se você assumisse um compromisso e depois falasse que não pode ir até o fim. Eu entendo, porque se você não tem vontade, não tem sentido, principalmente quando se trata de arte, música.
Escrito por Sérgio Britto às 13h47
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É AMANHÃ!

Dois violões: mais ou menos uns 40 minutos de som. Na seqüência, toco umas três músicas com a banda residente. O flyer foi cortesia da faby. Abs!
Escrito por Sérgio Britto às 13h53
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S. BONEKA
Vamos prestigiar moçada!!
 
Xará , divulgue por favor: Sérgio Boneka & Batucada Phoderosa no 4ª Arraial da Ajuda - 26/07/2008 - 18:00 - Estacionamento Big Park - Rua Voluntários da Pátria, 499 - Santana, São paulo, Capital O mais importante: É FREE !!! Sérgio Boneka | tjs1149@hotmail.com | 11/07/2008 16:34
Escrito por Sérgio Britto às 19h41
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TÁ CHEGANDO A HORA!
Aí em baixo, uma peça promocional do cd dvd e o release do show Paralamas & Titãs

Paralamas e Titãs “Juntos e ao vivo”
Em 1982, quase ninguém imaginaria o rock ocupando um espaço tão grande no cenário cultural brasileiro. Mas hoje não se discute, é história: nos últimos 25 anos, o gênero conquistou relevância e importância ímpares no país. Parte substancial desse crescimento em popularidade e em qualidade pode ser creditada a Os Paralamas do Sucesso e Titãs. Mas história não termina nunca, é um processo permanente. Cientes disto, Bi Ribeiro, Branco Mello, Charles Gavin, Herbert Vianna, João Barone, Paulo Miklos, Sérgio Britto e Tony Bellotto subirão ao palco juntos para uma turnê que tem tudo para marcar novas e velhas gerações. Não estranhe a ordem alfabética na citação dos músicos, como se as duas bandas fossem uma só. Não se trata de um show dos Paralamas mais um show dos Titãs: os oito integrantes das duas bandas vão se misturar em diferentes configurações, tocando os sucessos de suas carreiras. Tocando e literalmente trocando: o roteiro inclui, entre muitas surpresas, “Flores” na interpretação de Herbert, "Meu Erro" na voz de Branco Mello, “Óculos” com Paulo Miklos e "Trac Trac" cantada por Sérgio Britto. Paralamas e Titãs possuem belo histórico de encontros nos palcos: em 1992, em dobradinha, foram headliners do Hollywood Rock em São Paulo e no Rio de Janeiro. Na época, a idéia de Herbert Vianna era juntar forças para, em dupla, derrubar um paradigma vigente nos grandes festivais realizados no Brasil: artistas nacionais não eram escalados como atração de encerramento. O resultado foi antológico e inspirou, sete anos mais tarde, uma turnê em dupla. Mas as tabelinhas têm origem em momentos informais e espontâneos. “As duas bandas sempre tiveram afinidade também extra-musical”, aponta Branco Mello, ao lembrar noitadas divertidas dos anos 80 com Bi Ribeiro e Cazuza. João Barone acrescenta: “A gente sempre bateu bola. Eu subia na bateria do Charles e tocava sem cerimônia. Ia lá e descia a botina. O Herbert já arrebentou muita corda de guitarra do Fromer”. Os encontros de agora vão se valer desse entrosamento e da amizade, mas possuem uma diferença fundamental em relação aos shows em dobradinha de 1992 e 1999. “Agora é um mergulho de mais fôlego”, conta Branco, após boas horas de ensaio. “Hoje somos bandas mais criteriosas, mais experientes, menos ansiosas. Música é aprendizado, vontade de meter a cara. A gente antes chutava para todos os lados, agora tem energia mais concentrada. Estamos saboreando mais o encontro musical.” A frase que espanta qualquer fantasma de caretice, obviamente, tinha de partir do próprio Branco: “A maturidade dá um barato”.
João Barone define o projeto: “Somos tropas experientes, veteranos de guerra, velhos legionários que se juntam para mais uma excursão de pilhagem”, diverte-se. “Estamos afiando a navalha!” A história de Titãs e Paralamas continua – e sendo feita ao vivo.
Escrito por Sérgio Britto às 15h48
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20 GRINGOS
Como complemento ao post anterior fiz, desta vez, uma lista com 20 discos gringos. São os meus "10 mais" lado B. Alguns são de grandes nomes ( Pete Townshend, New Order, etc ), outros foram sucesso no passado, mas em geral todos são sons pouco conhecidos do grande público. Vale a pena correr atrás!
   
   
   
   
Divirtam-se!
1. Mary Hopkins / Ocean Song Earth Song 2. Chris Bell / I’am The Cosmos 3. Nick Drake / Pink Moon 4. Lloyd Cole and The Commotions / Rattlesnakes 5. Soda Estereo / SueñoStereo 6. Durrutti Column / Circuses and Bread 7. Orchestral Manoeuvres in The Dark / Architecture & Morality 8. Elastica / Elastica 9. Jeff Buckley / Grace 10. Fiona Apple / Tidal 11. Wilco / A Ghost is Born 12. Big Audio Dinamite / The Globe 13. New Order / Waiting The Sirens’ Call 14. Elliot Smith / From The Basement On The Hill 15. Shuggie Otis / Inspiration Information 16. Violent Femmes / Violent Femmes 17. Café Tacuba / Quatro Caminos 18. Pete Townshend / Life House Elements 19. Sharon Jones And The Dap-Kings / Naturally 20. Funkadelic / Maggot Brain
Escrito por Sérgio Britto às 13h45
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OS 10 MAIS!!
Selecionar apenas dez discos entre todos os já gravados no Brasil é tarefa literalmente impossível para mim. – Não consegui, é óbvio! A muito custo, selecionei 30! Dividi as minhas preferências em quatro blocos.
   
   
   
   
1. Discos de MPB, propriamemente dita, divididos em segmento instrumental e de canções 2. Discos de artístas que sofreram influência direta do universo pop rock (tropicalistas e outros) 3. Discos gravados por dois artístas ( dobradinhas). 4. Discos de pop rock dos anos 80 em diante.
O método de seleção foi basicamente pessoal – não daria pra de ser de outra maneira. Tenho todos os discos que citei em versões em vinyl e ou cd, e ouvi cada um deles centenas de vezes em diferentes momentos da minha vida. Apesar do critério ter sido basicamente afetivo procurei não repetir trabalhos de artístas que reiterem os mesmos achados estéticos, por melhores que sejam. Há algumas exeções e muita coisa boa, é claro, teve que ficar de fora. Aguardo complementos, comentários e listas alternativas.
Aí vão eles –
MPB
1. Chega de Saudade / João Gilberto 2. Dorival Caymi / Canções Praieiras 3. Cartola / O Mundo é um Moinho 4. Baden Powel / Os Afro Sambas 5. Adoniran Barbosa / Série Bis 6. Nelson cavaquinho / quando Eu me Chamar Saudade 7. Noel Rosa / pela primeira vez ( discografia completa) 8. Tom Jobim / Stone Flower 9. Chico buarque / Volume 3 10. Chico Buarque / construção
Instrumental –
1. Quinteto Armorial / Aralume 2. Quarteto Novo Quarteto novo 3. Canhoto da Paraîba / O violão brasileiro tocado pelo avesso 4. Paulo Moura / Espinha de Bacalhau 5. Marcelo Bratke / Brasil – Ernesto Nazareth e Darius Milaud
Tropicalistas e outros –
1. Luis Melodia / Pérola Negra 2. Jorge Ben / Tábua de Esmeralda 3. Caetano Veloso / Caetano Veloso 4. Raul Seixas / Krig Ra Bandolo 5. Milton Nascimento / Clube da Esquina 6. Secos & Molhados / Secos & Molhados 7. Gilberto Gil / Expresso 2222 8. Rita Lee / (1979) 9. Gal Costa / Fatal 10. Jards Macalé / Aprender a Nadar 11. Os Mutantes / Os Mutantes 12. Novos Bahianos / Acabou Chorare 13. Tropicália ou panis et circences 14. Tom Zé / Estudando o Samba 15. Roberto Carlos/ Em Ritmo de Aventura
Dobradinhas –
1. Tom&Elis 2. Sinatra&Jobim 3. Caetano e Chico / Juntos e ao Vivo 4. Gil e Jorge 5. Paralamas e Titãs / Juntos e ao Vivo
Anos 80 em Diante
1. Titãs / Cabeça Dinossauro 2. Paralamas do Sucesso / Selvagem? 3. Legião Urbana / II 4. Ultraje a rigor / Nos Vamos Invadir sua Praia 5. Raimundos / Raimundos 6. Mundo Livre / Samba Esquema Noise 7. Chico Science e Nação Zumbi / Da Lama ao Caos 8. Sepultura / Chaos A.D. 9. D2 / A Procura da Batida Perfeita 10. Los hermanos / Ventura
Em tempo: a sugestão de fazer a lista foi do Ricardo!
Escrito por Sérgio Britto às 15h24
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ATUALIZAÇÕES!!
1. CD do Kleiderman na íntegra com letras e ficha técnica. 2. 10 novos desenhos. 3. 12 fotos inéditas. 4. 4 textos novos: “Nós", “O ritmo do seu coração”, “Raquel (D.D.D.)” e “José”. 5. O release feito pelo Zeca Baleiro para “Eu sou 300”.
Confiram também a página que fiz no myspace! Coloquei lá uma versão de “Anjo exterminador”, só com dois violões, gravada especialmente para a rádio KISS em 2007. No quesito “aberrações” vejam o link com a minha participação no programa Gutto Morenno na época do lançamento do cd “A minha cara”.

Pretendo ainda incluir uma pequena biografia ilustrada, algo assim como um álbum de retratos. Só para matar a curiosidade, aí em cima, uma foto desse arquivo.
Estou aguardando os comentários de vocês!
Divirtam-se!!
Escrito por Sérgio Britto às 16h11
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KLEIDERMAN & CAFÉ EXPRESSO
Aí embaixo duas láminas do encarte do cd do Kleiderman “Con el mundo a mis pies” de 1994. Até o fim do mês pretendo disponibilizar na íntegra todas as faixas do disco. Muita gente pergunta pelo cd (a única cópia que tenha foi presente do Claudio Vilaça) que , a essa altura do campeonato, já não é tão fácil de encontrar.

Como disse aqui, em mais de uma ocasião, pretendo ir acrescentando aos poucos textos, cifras, imagens e músicas que complementem esssa minha “experiência-solo.” Também em fevereiro, na sessão discos, prometo publicar mais 4 textos comentando canções do “Eu sou 300”. Por enquanto, atendendo ao pedido do Everton, aí vão (de maneira resumida) as cifras de “Café Expresso”. Bom proveito!
CAFÉ EXPRESSO (Sérgio Britto)
G Em G Antes de desistir, Antes da chuva cair Em Am Antes do natal, logo ao primeiro sinal D Am7 D Antes do último cigarro, antes de entrar no carro G Em G Antes do jantar, de acabar de me arrumar Em Am Antes de ir dormir, antes de me desiludir D Am7 D Que alguém possa perceber, antes que eu vá me vender D7
C C/B Eu vou sair pra andar a pé, sair pra andar a pé A7 D G E G E Sair pra andar a pé e comprar os jornais C C/B Eu vou sair pra tomar um café, sair pra tomar um café A7 D G E G E Sair pra tomar um café e não voltar nunca mais
Depois do verão De quebrar a televisão Sem me despedir Sem pedir permissão De viver só de saudade Antes de perder a vontade
Antes de chover Que algo possa me deter Depois de tentar Enquanto eu quero acreditar Antes de me arrepender Antes que eu vá esquecer
Eu vou sair pra andar a pé, sair pra andar a pé Sair pra andar a pé e comprar os jornais Eu vou sair pra tomar um café, sair pra tomar um café Sair pra tomar um café e não voltar nunca mais
Antes que eu vá me matar Antes do mundo acabar Antes que eu vá me matar Antes do mundo acabar
Escrito por Sérgio Britto às 17h10
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TITÃS & PARALAMAS 2
Aí embaixo, algumas fotos do show fechado que fizemos com os Paralamas para a SKY em São Paulo. As fotos são, só pra variar, da Silmara Sciuffa.




Escrito por Sérgio Britto às 19h50
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TITÃS & PARALAMAS
 Foto – Maurício Valadares
A idéia de fazer uma nova turnê com os Paralamas do Sucesso surgiu, se bem me recordo, de uma conversa entre as duas bandas no bar do saguão de um hotel em Porto Alegre. Depois desse primeiro encontro muitos meses se passaram mas a verdade é que ninguém conseguia esquecer a promessa do Zé Fortes (empresário dos PDS) de viabilizar aquele delírio. – Tá legal! só tem uma coisa: se a gente for fazer, temos a obrigação de fazer direito - dizia ele. Hoje é possível afirmar que o projeto (que a aquela altura era apenas uma possibilidade remota) não só se tornou realidade como é também um grande sucesso.
Apesar do esquema promocional, até agora, ter sido relativamente modesto e da imprensa, salvo honrosas exceções, ter tratado do assunto com bastante descaso, em Salvador e São Paulo tocamos para casas com lotação esgotada e em BH e Sorocaba se não foi assim, foi quase isso. É impossível apontar categoricamente o que tem mobilizado o público a comparecer em massa a esses shows mas acredito que isso se deva fundamentalmente ao fato de que, de alguma maneira, as pessoas se deram conta de que estamos apresentando algo realmente novo. É óbvio que o repertório é o mesmo que todos cansaram de ouvir mas o fato de termos, praticamente, fundido uma banda à outra é, com certeza, inédito.
Não lembro de duas bandas (brasileiras ou gringas) que tenham se proposto a tocar dezoito músicas ( o show do Police, por exemplo, tem vinte ao todo) juntas. Isso sem contar as participações menores de uns no set dos outros. Só por conta desse aspecto as canções já soariam bem diferente das versões originais, mesmo assim em algumas delas fomos além, mudando totalmente o caráter dos arranjos. Talvez mais importante que isso seja a constatação de que – como comentaram alguns fãs – estamos NOS divertindo e não só divertindo o público. A química , o respeito e amizade que há entre as duas bandas parece contagiar a platéia desde o primeiro instante do espetáculo.
Com apenas quatro shows no currículo já registrei momentos antológicos nessa turnê. Não custa nada recapitular alguns deles – Charles Gavin e João Barone tocando “Cabeça Dinossauro” já era digno de nota desde os primeiros ensaios, mas no show de São Paulo os dois resolveram radicalizar. Foi realmente mágico! Dado Villa Lobos interpretando “Que país é esse?” em BH tampouco poderia ficar de fora dessa lista, assim como o duelo de guitarras entre Herbert, Tony e Andreas Kisser no final de “Lugar Nenhum” em São Paulo. Outro momento difícil de sair da memória é o do refrão final de “Epitáfio” em Salvador com o público todo – incluindo quem assistia das sacadas dos prédios – acompanhando com palmas e cantando numa entrega incondicional, difícil de acontecer. No mesmo show, Marcelo Camelo “sambando” com alegria de menino em “Alagados” também deu gosto de ver! Para finalizar, como não poderia deixar de ser, o momento em que Arnaldo entra no palco é sempre muito especial, para nós, Titãs. Talvez mais até do que é para os próprios fãs. Vertigem pura!
Não sei como ainda há gente de imprensa capaz de classificar essa turnê como uma “volta”. No que me diz respeito, simplesmente detesto essa mania que jornalista tem de estabelecer uma pauta e depois forçar a barra para que tudo se encaixe naquela baliza. Comparar a nossa turnê com a do Police e a do Led Zeppelin ( tá certo que a companhia é boa...) como fez a Folha de São Paulo é fazer uma análise, no mínimo, medíocre. Seria o mesmo que dizer que o U2 está voltando em 2008…..Lamentável. Outro equívoco : dizer que o público é, na sua grande maioria, de quarentões saudosistas (nada contra é claro!). Bobagem: a verdade é que pelo menos 80% da platéia é de gente que nem sequer tinha nascido quando lançamos o primeiro disco!
Para quem não viu o show aí vai o set list completo com comentários e informações adicionais. Espero que isso aumente a vontade da cariocada de conferir dia 16 de janeiro na Marina da Glória a gravação do show para o programa da SKY. A princípio esse será o último show da turnê, mas é bem provável que mais datas apareçam pela frente. Fiquem ligados!
Titãs & Paralamas
1. Diversão – As duas bandas atacam juntas e Herbert divide os vocais com o Paulo. Está canção para quem não sabe, entre todas as nossas composições, era a favorita do Renato Russo. Quando tocamos em Ipanema na década de 90 cheguei a convidá-lo pra cantar com a gente. Ele educadamente declinou: já estava muito debilitado para encarar um show…..
2. Calibre – Novamente o Paulo divide os vocais com o Herbert. A música começa com um clima de piano elétrico alá John Paul Jones e gaita – bem diferente da versão original.
3. Marvin – Cantada pelo Branco e pelo Herbert. O arranjo é praticamente o mesmo que costumamos tocar sozinhos, apenas o solo do Tony tem o dobro do tempo.
4. Selvagem – Dessa vez eu e Herbert dividimos os vocais. Esta é talvez a mais Titânica das músicas dos Paralamas. Taí uma canção deles que poderia perfeitamente ter sido composta por um de nós.
5. Policia – Praticamente emendada em Selvagem. Em São Paulo contamos também com o auxílio luxuoso do Andreas na guitarra e nos vocais. Quando começamos a tocar o chão, literalmente, tremeu! Há muito tempo o público não reagia dessa maneira nessa música ( será que foi por causa do “Tropa de elite”?!). Lembro de que quando a tocamos numa das versões recentes do Planeta Atlântica (a faixa etária desse festival é sempre muito baixa) o público ficou completamente imóvel. Tive a nítida sensação de que ninguém tinha ouvido aquela música antes na vida. O mais curioso é que quando tocamos “Epitáfio” o lugar quase veio abaixo! Em SP em meio à zoeira das guitarras, nos acordes finais, ainda tive a pachorra de cantar “Acorda Maria Bonita, levanta vai fazer o café/ Que o dia já vem raiando e a polícia já tá de péééééééé!!!!”
Saem os Titãs e ficam os Paralamas acompanhados de seus músicos. Curiosamente as sete canções escolhidas por eles para este segmento são extremamente pop contrastando com o nosso set , bem mais rock. O Liminha costumava dizer que os Paralamas eram mais Beatles e os Titãs mais Stones. Não deixa de ter razão…..
6. Ela disse adeus
7. De perto
8. Cuide bem do seu amor
9. Lanternas dos afogados
10. Alagados – Esse canção é uma das minhas preferidas ( imagino que de todo o mundo) do repertório dos Paralamas. Acredito que foi ela uma das coisas que nos estimulou, mais tarde, a gravar um disco com Õ Blesq Blom ou uma música como “Miséria”. Vislumbramos alí a possibilidade de fazer pop com sotaque claramente brasileiro sem soar “frouxo”. O Charles toca um” pandeirinho” aqui!
11. Uma brasileira – Eu , Branco e Paulo fazemos backing nessa música.
12. Caleidoscópio
Voltamos a tocar juntos aqui, num momentos denominado por nós de “ a hora do banquinho”. Os arranjos ficaram bem mais despojados, diferentes dos originais. O nosso intenção era dar um refresco pra moçada e deixar espaço para que se pudesse ouvir o público cantando – o que de fato acontece – em alto e bom som.
13. A Novidade – Cantamos eu e o Herbert. O único acompanhamento são as guitarras as vozes e palmas do público. Nessa música, vale a pena prestar atenção no slide Guitar do Tony.
14. Homem Primata – O arranjo acabou ficando parecido com o que fizemos para o Acústico. Um SKA, só que sem metais e bem mais invocado. A platéia canta pra valer!
15. Lourinha Bombril – Versão dos PDS para uma música de uma banda argentina “Los Pericos”. O Branco divide o vocal com o Herbert, eu faço as frases dos metais no hammond e o Paulo toca…..bandolim!
Saem os Paralamas e ficam os cinco Titãs ( finalmente um número decente de membros para uma banda de rock!). Tocar como um quinteto, fora o desafio, tem sido um grande prazer: é quase como se a banda estivesse começando de novo.
16. Epitáfio – Dispensa maiores comentários …. É um dos momentos de maior comunhão com a platéia de todo o show.
17. Aluga-se _ Sempre costumo cantar “Eu nasci hea dez mil anos atrás” antes de gritar “Fala Rauuuuuul!!”. Em Salvador o público cantou duas ou três vezes sem que eu precisasse fazer praticamente nada. Foi, como diria o Frejat “Puro êxtase”
18. Vossa Excelência – O João e o Bi em São Paulo foram intimados por mim a cantar com a gente o refrão dessa música. No meio do primeiro verso fui até o canto do palco e arrastei o João Barone pelo braço, que saiu gritando com vontade” Filha da puta, bandido, corrupto ladrão!”
19. Bichos Escrotos
20. AAUU – “Dentre as músicas estúpidas gravadas durante os anos 80 talvez está seja a mais estúpida de todas!”. Me acostumei a falar isso antes de começar a gritar. Tem gente que acha estranho….
21. Cabeça Dinossauro – Como já comentei, o João e o Charles “arrebentam” nessa música.
22. A melhor banda de todos os tempos da última semana – O Bi toca baixo e o Herbert faz um solo de guitarra. O João , a principio, não tocava nessa hora, mas acabou entrando na farra também. Faz sentido: no final Branco apresenta todo mundo. “Senhoras e Senhores com vocês A melhor banda de todos os tempos da última semana!!….Na guitarra, Tony Bellotto!” – E por aí vai.
23. Go Back – O Marcelo Camelo assume o lead vocal ( e manda muito bem!), o Herbert faz uns comentários e eu canto o “Stir it Up”. Alguém comentou que o Camelo parecia deslocado no show…..Não concordo: entre os convidados ele era (mesmo nos ensaios) o mais entrosado, o mais a vontade e o que melhor conhecia o nosso repertório. Quem leva essa música é o Barone, o Charles só toca nos refrões.
24. Beco – O Mello canta essa. Tocamos com o reforço dos metais . 25. Comida – Grande momento!! Há muitos anos o Arnaldo não cantava essa música: com certeza é a primeira vez que ele canta com esse arranjo. Ainda lembro do dia em que fizemos a canção (Marcelo, eu e Arnaldo) na casa dos meus pais. Uma boa parte da letra o Arnaldo já trouxe pronta “A gente não que só comida, a gente quer comida diversão e arte, etc..” O resto fizemos ali na hora . “Bebida é água, comida é pasto/ Você tem fome de que? Você tem sede de que?” são versos meus. A frase de teclado fiz depois a pedido do Marcelo que achava que faltava um “gancho” melódico pra música. É um clássico dos Titãs.
26. Lugar nenhum – Outra daquelas que marcaram época na voz do Arnaldo.
27. Trac Trac – Eu divido o canto com o Herbert. Acho que ficou bem legal na minha voz, pensei inclusive em pedir para cantar a música inteira …Vamos ver, talvez ainda da role.
28. Óculos – O Paulo canta . Eu faço aquela famosa frase da intro. Um dos grandes baratos dessa turnê é esse : poder tocar coisas que a gente gosta muito e nunca teve oportunidade.
29. Sonífera ilha – Zoeira total. Aqui todo mundo toca e canta ao mesmo tempo – convidados incluídos.
30. SKA – É um rock-steady. O João puxa numa velocidade alucinante, às vezes difícil de acompanhar. O Paulo faz a frase e o “solo” de sax.
Bis
Cansei de comentar……
31. Meu erro 32. Flores 33. Cinema mudo 34. Que país é esse?
Ufa! Acabou!
Espero que tenham gostado.
Escrito por Sérgio Britto às 15h43
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MEUS FILHOS, MEU TESOURO

Julia
Julia e José
As fotos são, só pra variar, da Silmara Sciuffa. " Meus filhos, meu tesouro" é título de uma música bem bacana do Jorge Ben que está no África Brasil.
Escrito por Sérgio Britto às 17h38
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AGENDA
Aí está o flyer do show com os Paralamas (enviado pela Faby). Quarta-feira vai ao ar o programa de rádio que gravei com o Jota.
- Programa ao vivo, quarta das 19h às 21h. O site é www.radiofritura.com Programa Mistura Musical. - Depois fica disponível no podcast no blog (visita o blog) http://misturamusical.blogspot.com Não esqueçam: na quinta-feira vou cantar no karaokê do MVB duas músicas dos Pixies. "Here comes your man" e "Isla de Encanto". Está última (alguém ainda lembra?) foi tocada em vários shows do Kleyderman.

Escrito por Sérgio Britto às 13h45
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A sugestão foi do Dênis Vianna: “Aproveitando que vc revelou algumas coisas do seu precioso caderno de anotações, vc não teria pra colocar por aqui algum rascunho de letra que tenha sido sucesso com os Titãs? Seria muito legal e curioso poder ver um manuscrito contendo a primeira idéia da letra, os rascunhos, enfim, ver de onde começou a ser bolada uma letra de música que todos iriam conhecer tempos depois.”
Como não tenho o hábito de guardar os rascunhos das canções que faço (uma vez prontas acabo jogando tudo fora) não encontrei nenhum “clássico” ou sucesso, como foi sugerido….
Espero que este primeiro esboço de “Na linha do horizonte” de próprio punho do Arnaldo e a notação feita por mim de “José” possam cumprir a mesma função.

Ah! antes que eu esqueça –
Vou cantar Pixies no karaokê do VMB – 27/09/2007 Dia seis de novembro começa em Sorocaba a turnê Titãs& Paralamas. Compareçam – garanto que vocês não vão se arrepender!

Escrito por Sérgio Britto às 20h51
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SENHORAS E SENHORES
JÁ DISPONIBILIZEI A NOVA SESSÃO “DESENHOS” E TODAS AS MÚSICAS, NA ÍNTEGRA DO “ EU SOU 300”. VISITEM O SITE!-- AGUARDO AQUI OS SEUS COMENTÁRIOS. AÍ EM BAIXO, DOIS ESBOÇOS QUE FIZ DURANTE UM CONCERTO NA CAPELA DO PALÁCIO DA BOA VISTA EM CAMPOS DO JORDÃO. ESPERO QUE GOSTEM.


Escrito por Sérgio Britto às 21h46
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SPANISH BOMBS #3
Fala moçada!!
“Como assim? Espanha de novo?“ É – eu sei que esse assunto já ficou meio antigo…… Apesar disso, resolvi insistir no tema. Desta vez os shows na Espanha vão servir apenas de pretexto para tratar de coisas extra-musicais que me chamaram atenção, OK?
Ah! Antes que eu esqueça –
Estou preparando duas pequenas novidades para o começo de setembro: uma sessão “desenhos” com dezesseis páginas de “rabiscos” que fiz durante as férias do ano passado, e a inclusão de todas as músicas do “Eu sou 300” na íntegra, com as respectivas letras. Assim, quem ainda não ouviu o cd vai poder ter uma idéia completa do disco.
É isso aí – vamos ao trabalho!
BARCELONA
 Casa Batlló
Estamos há uns quinze minutos circulando, de ônibus, por uma das alas do gigantesco aeroporto de Madrid - comparável em tamanho aos colossos de LA e NY - e ainda não chegamos ao nosso terminal. Aqui, assim como nos Estados Unidos, a paranóia nos aeroportos ainda é muito grande. As bombas que explodiram dentro do metrô de Madrid, matando centenas de pessoas há alguns anos atrás, deixaram marcas profundas. Não era para menos……..
Apesar do vôo ser local, são feitas duas triagens. Uma para entrar na sala de embarque e outra depois que se chega ao terminal propriamente dito. Há filas gigantescas, checagem de passaportes, bagagem de mão, etc. Ainda assim - comparado aos USA - a eficiência dos procedimentos de segurança deixa muito a desejar. O resultado da revista (para um olhar um pouco mais atento) também é altamente questionável……Falta de atenção e desleixo, por exemplo, são coisas que saltam aos olhos. Por conta disso, mesmo estando há mais de três horas nas dependências do aeroporto – quase perdemos o vôo!
Uma vez em Barcelona, novas filas e checagem de passaportes, exatamente como se estivessemos desembarcando de um vôo internacional. O que era pra ser uma hora de viagem acabam virando seis! Se tivessemos ido de trem, além de ser mais econômico, teríamos ganhado uma horinha e, de quebra, aproveitado a paisagem. E pensar que optamos por vir de avião em nome do conforto……..
Barcelona é mesmo surpreendente - avenidas largas e prédios futuristas (Barcelona é uma das Mecas da arquitetura moderna) não era exatamente o que esperava ver ao chegar aqui. Para os desavisados vale o registro – este é, com certeza, mais um dos inúmeros atrativos da capital catalã.
Perto daqui, em Cardedeu de la Roca, nasceu o pai de minha mulher, Raquel, José Garrido. Ele foi mais um entre tantos emigrantes europeus que tentaram a sorte no Brasil. Vendo daqui é difícil entender o que levaria alguém a deixar um lugar com tamanho poder de encantamento.

Assim que saímos do aeroporto rumamos direto para a Rádio Catalunya, para mais uma entrevista, a nossa segunda em terras espanholas. No saguão do prédio nos aguarda a produtora X, magérrima e muito simpática falando um mixto de catalão e espanhol que eu custo muito a entender. O Catalão, quando falado, não é uma língua fácil. Aí vai um pequeno exemplo para que vocês possam avaliar por conta própria: “Totes aquestes xifres són tan sols aproximades; malgrat tot, el total de població catalano-parlant el podem situar en unes 10.540.000 de persones”. Deu pra sacar? Parece uma mistura de espanhol, português e francês: apesar de intrincado é extremamente musical e de grande beleza.
Após mais um processo de identificação e mais uma passagem por um detetor de metais ( sim , aqui também!!) entramos na rádio. Desse vez todos participam da entrevista, Camilla fica em stand by para ajudar em qualquer eventualidade e os Titãs , excetuando a minha pessoa, respondem em português mesmo. A garota que nos entrevista está extremamente bem informada sobre o nosso trabalho e vai levando a conversa parte em espanhol, parte em catalão. Aqui todos fazem questão absoluta de manter a língua viva: metade da programação da rádio é transmitida em catalão.
Resumir 25 anos de atividade artística em pouco mais de meia hora não é tarefa fácil mas, a grosso modo, acho que deu pra dar uma idéia do que andamos fazendo esse tempo todo.
Uma vez terminado o trabalho descemos rapidamente para tomar uma guiness (a mão já estava tremendo!) num pub ao lado da rádio. Poucos instantes depois estamos no hotel “Grand Marina” localizado quase em frente à Plaza Colombo e a “Las Ramblas”. É tomar um banho e descer para jantar no “Siete Puertas “ restaurante especializado em paella indicado por uma amiga.
Depois de comer regiamente saímos andando ao léu pela cidade. Subindo por Las Ramblas vamos até o bairro gótico. Apesar da hora, as ruas estão cheias de gente de todas as cores e tipos.
De imediato duas coisas me chamam a atenção. É possível aqui, diferentemente do Brasil, por exemplo, distinguir claramente gente de origem africana – negros muito escuros – e espanhois ou turistas em geral. Muitas desssas pessoas devem ter chegado a Barcelona recentemente, fugindo da miséria que assola boa parte territorio africano. Carlos Anglada (o colecionador de discos de que falei num texto anterior) já havia me alertado para o fato de que aqui, essa situação é dramática e constante. Diariamente saem balsas, barcos, etc, do continente africano em direção às Ilhas Canarias e ao litoral espanhol – “viajam em condições precarias e arriscam a vida em troca de um pouco de esperança”. Parece que já ouvi essa história antes…..
Outra coisa que, de cara, me surpreendeu no nosso passeio noturno foi que no bairro gótico e imediações, há sim, pichações, mas nenhuma é feita nas paredes das construções, sejam elas históricas ou não. Apenas as cortinas de ferro estão pichadas. Tendo em vista a quantidade de malucos que vive aqui, isso parece ser um pequeno milagre do espírito cívico que habita esta bela cidade catalã.
Chegamos exaustos ao hotel. Amanhã antes do show, sei que me aguarda uma programação mais intensa ainda. Raquel só havia estado em Barcelona uma vez na vida, aos oito anos de idade. Voltar aqui, adulta, grávida, e poder reavivar a lembrança do pai querido (falecido há mais de dez anos), é algo que a deixa em estado de graça. Não caberia a mim fazer corpo mole.
Escrito por Sérgio Britto às 15h02
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